peixe decorativo Algas! Que tipos existem, quais as causas e como controlar?

Se está a ler este artigo é porque, em algum momento, já teve algas no seu aquário.

Pode parecer desesperante, mas é bastante comum o aparecimento de algas no aquário quando as condições são favoráveis para o seu crescimento. Estas condições passam por falta de manutenção, excesso de nutrientes e/ou iluminação incorreta.

Antes de mais, a grande diferença entre algas e plantas é que as algas são unicelulares ou pluricelulares (podendo viver em colónias) e as plantas são exclusivamente seres pluricelulares, ou seja, são constituídas por mais do que 1 célula. As plantas são seres mais complexos, apresentando estruturas diferentes, como raízes, caules e folhas. Ao contrário das algas, que são apenas aglomerados de células. As algas podem conter talos ou estruturas semelhantes a raízes, contudo não funcionam como tal, pois não servem para absorver nutrientes, mas sim para ajudar na fixação da alga às diversas superfícies.

Por outro lado, ambos os organismos são fotossintéticos e por isso podem desenvolver-se de forma semelhante, apesar de que as algas são bastante mais resistentes, precisando de muito menos condições para se reproduzirem. Assim, quando as condições não são favoráveis ao crescimento das plantas, as algas aproveitam os recursos que não estão a ser utilizados pelas plantas para crescerem elas.

De seguida, iremos enumerar as algas mais comuns que podem ocorrer nos aquários, explicando a sua causa e como combatê-las.

 

Variedades de algas:

 1.  Algas filamentosas:

Aspeto: Parecem fios de cabelo de cor verde e aparecem comummente sobre pedras e plantas.

Causa: Geralmente excesso de ferro, escassez de outros nutrientes e demasiada iluminação.

 

2.  Algas verdes:

Aspeto: Muito comuns, aparecem em praticamente todos as superfícies do aquário. Nas plantas de crescimento mais lento, ao cobrirem as suas folhas, reduzem a capacidade das mesmas de fazer fotossíntese impedindo o seu desenvolvimento.

Causa: principalmente demasiada iluminação ou um desequilíbrio dos nitratos e dos fosfatos, por sobrealimentação.

 

3.  Algas Barba-Negra (BBA, black beard algae):

Aspeto: são as mais problemáticas, pois não existem muitas espécies de peixes e invertebrados que se alimentam delas. Pertencem ao grupo das algas vermelhas, contudo apresentam uma coloração verde-escura, muitas vezes acinzentadas ou quase pretas. De acordo com o seu nome, formam aglomerados filamentosos espessos que sob os troncos, decorações e plantas.

Causa: se não forem devidamente controladas, pode “engolir” completamente um aquário em um a dois anos.  As principais causas são a sobrepopulação do aquário e excesso de alimentação, que, em conjunto com trocas de água insuficientes, causa o aumento da concentração de nutrientes na água.

Em aquários sem injeção de CO2 gasoso, estas algas conseguem absorver mais facilmente o carbono dissolvido na água do que as plantas superiores. Este processo faz elevar o valor de pH da água, ocorrendo uma descalcificação biogénica (havendo a precipitação de carbonato de cálcio). Por sua vez, este cálcio é também utilizado por estas algas para fortalecerem as suas paredes celulares, tornando-se menos apetecíveis às espécies comedoras de algas.

 

4. Diatomáceas:

Aspeto: algas unicelulares de cor castanha (por vezes verde) que se assemelham a sujidade. Cobrem qualquer superfície e são facilmente removíveis.

Causa: são mais comumente observadas em aquários recém-plantados e geralmente são causadas por altos níveis de fosfatos e silicatos. Com o tempo, as plantas consumirão naturalmente o excesso de fosfatos e silicatos, controlando o aparecimento destas algas, havendo espécies de peixes que se alimentam delas.

 

5.  Algas Azuis:

Aspeto: Tecnicamente não é um tipo de alga, mas sim uma cianobactéria, que cresce como uma manta viscosa que reveste o substrato, as plantas e a decoração. Em água doce são verdes e em água salgada são vermelhas.

Causa: excesso de nitratos e fosfatos na água. Multiplicam-se rapidamente, sendo difíceis de controlar. Sendo também fotossintéticas, ao apagar a luz por completo por alguns dias, inibirá a sua reprodução. Contudo, deverá ter cautela, pois as plantas também poderão sofrer com este processo. Em alternativa, recomendamos a remoção manual do máximo possível sem as dissolver com esponjas ou escovilhões, pois isso as fará espalhar mais facilmente na água (o ideal é aspirar diretamente para um balde sem lhes tocar). As trocas de água mais frequentes também ajudam a manter a concentração de nutrientes mais controlada, estabelecendo assim uma boa qualidade da água.

 

6.  Microalgas:

Aspeto: água esverdeada. São algas em suspensão na água do aquário, geralmente dos Filos ChorophytaCrysophyta e Euglenophyta. Reproduzem-se assexuadamente por divisão binária com grande rapidez, alterando a cor da água.

Causa: crescimento de fitoplâncton unicelular flutuante na água. É um dos tipos mais frustrantes de algas para remover, pois não pode ser limpa ou raspada das superfícies, como outras algas. As principais causas para o surgimento destas algas passam pelo excesso de iluminação, excesso de nutrientes na água, ou sobredosagem de fertilizantes.

Geralmente, as trocas de água não são eficazes, pois estas algas replicam-se muito rapidamente. O uso de aparelhos de esterilização Ultra-violeta, algicidas ou o bloqueio completo de toda a luz por vários dias (Blackout) é geralmente necessário para eliminar este tipo de algas.

 

 Como prevenir o surgimento de algas:

1.       Ao montar um novo aquário dê tempo para ele criar o seu equilíbrio antes da colocação de animais, evitando desta forma a acumulação abrupta de nutrientes na água.

2.       Realize testes regulares à qualidade da água do seu aquário ou assim que note alguma diferença no seu aquário, animais ou plantas.

3.       Faça as TPA’s regularmente, assim como a limpeza do sistema de filtração.

4.       Adquira espécies de animais herbívoras, que se alimentem destas algas, funcionando como equipas de limpeza.

5.       Forneça uma alimentação de qualidade e em quantidades ajustadas aos peixes.

6.       Adquira fertilizantes adequados para as plantas que mantém.

7.       Use iluminação apropriada e coloque o aquário longe da luz solar natural. Iluminação fraca, faz com que as plantas não se desenvolvam bem, absorvam menos nutrientes, havendo por isso mais nutrientes disponíveis para as algas se desenvolverem.

8.       Opte por colocar um esterilizador Ultra-Violeta para prevenir a surgimento de algas e até o aparecimento de doenças.

9.       Em casos mais graves, pode complementar os procedimentos anteriores com um algicida.

 

 

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